terça-feira, 14 de junho de 2011

Dias 04 e 05 de Junho: mágico, incrível, inesquecível...

Oi diário!

Gostaria de dizer aqui que esse final de semana com certeza vai fazer parte da minha memória para sempre porque aconteceram coisas que, além de inesperadas, foram perfeitas e da melhor forma possível que se podia acontecer, sem pressão, medo, dúvidas. Algo que poderia ser explicado, mas como minha vida é cheia de “issos e dissos” não dá para explicar, só senti.

No sábado pela manhã fui ao Extra comprar coisas de comer para o passeio enquanto o João foi fazer o primeiro mergulho dele lá da Atlântida. Passei a manhã organizando tudo só na expectativa se tinha dado tudo certo lá no mar. Quando deu a hora do almoço ele ligou dizendo que estava voltando para terra que iria almoçar, tomar banho e depois ia me pegar na vó. Não demorou muito e já estávamos no caminho para o Iguape. Chegamos lá por volta das 15 horas e fomos conhecer o quarto que íamos ficar, a varanda, a piscina, o hotel é bem legal. Deitamos na cama e ligamos o ar condicionado e ficamos conversando. Às vezes da uma sensação estranha, porém boa, nessas horas. Parece que temos uma ligação com a proximidade. Não entendo muito bem, não sei se só eu sinto, mas fico na minha com meus sentimentos. Com o passar do tempo nos aproximamos mais e teve um momento que eu perguntei o que estava acontecendo, que as coisas não podiam acontecer assim, que complicava mais e ele disse que também não entendia. Mesmo assim começamos a nos beijar e me deu um frio na barriga porque fazia um tempo que não me aproximava ele depois de suas escolhas. Mas quando estamos juntos não conseguimos nos desgrudar. Por um momento ainda ficamos lá quietos só olhando um para o outro, em silêncio, tentando desvendar algum mistério, mas nunca passamos disso. Voltamos a nos beijar e a sensação sempre é muito boa, algo que só dá para entender sentindo. Com as coisas sendo preenchidas e eu ainda estava sem entender certas reações achei melhor parar respirar, fugir de algo que me faz muito bem, mas que me devora pelas dúvidas ou desencontros. Entramos a noite entre beijos, carinhos, abraços...

Mais tarde fomos assistir filme e permanecemos no quarto todo o primeiro dia do passeio. Assistimos ao filme Identidade perdida, que é muito bom, a base de suco e salgados. Quando o filme acabou fomos à varanda ver como estavam as coisas lá fora, nos deitamos novamente e nos entregamos a algo que nem sabíamos que sentíamos tanto, ao amor. Nesse momento tudo foi esquecido e tudo estava tão leve, mágico, silencioso que esquecemos o resto do mundo e vivemos novas sensações e descobertas de uma imensa intimidade que ainda não tínhamos. Eu me perdi nos meus pensamentos que foram de encontro ao dele em uma sintonia que dá até certo medo de se descrever, pois o que era inexplicável se tornou explicado, claro, forte, intenso, firme, mágico e incrível. Ficamos um tempo um olhando para o outro respirando o ar que circulava naquele quarto cheio de sincronia, leveza, fluidez, paz. Conversamos mais ainda e trememos ao sentir o quão fundo se pode ir por amor. Devido ao horário fomos nos acomodando na cama e perto de dormir me senti a pessoa mais feliz, segura e amada do mundo. No fim estávamos nós dormindo o mais próximo e junto possível, como se não quiséssemos nos perder em nossas sensações.

No meio da noite acordei para ir ao banheiro e fiquei a admirá-lo ali na cama, sem nada, tão handsome! Rsrsrs E me peguei pensando em tudo que tinha acontecido naquela noite, em como não esperava que as coisas fossem ser assim, mas que foram perfeitas. Voltei para cama, ele me preencheu no vazio de seus braços e adormeci.

Na manhã seguinte, continuamos dormindo até perder o horário do café da manhã. Não queríamos sair do quarto, não queríamos sair da cama, não queríamos nada, só e somente só ficar ali no frio daquele lugar que vivenciou coisas que nem imaginávamos que iria acontecer. Repito isso diário porque não espera que as coisas mudassem assim do nada. Fiquei até meio receosa de ir com ele para o Iguape. Mas ao mesmo tempo não consigo mais resistir ao que me faz se sentir bem, nem consigo mais ficar longe dele. Passadas mais algumas sensações durante a manhã fomos à praia que é muito bonita e tomamos um pouco de banho de piscina e conversamos muito. Almoçamos em uma das barracas um delicioso peixe com baião e batata frita, voltamos para o hotel, nos deitamos e, sabendo que o dia já estava próximo de acabar e que tínhamos que ir embora, nos envolvemos novamente naquelas sensações que pareciam estar guardadas para aquele momento. Nunca tinha sentido tantas coisas juntas, algo que sempre vamos recordar.

Voltamos para casa e no caminho conversamos sobre como iria ficar as coisas, como depois de tudo o que aconteceu iríamos agüentar a distância do embarque dele, que vai passar quase 15 dias fora trabalhando. Como seria tudo depois de nos tornarmos mais que amigos... El me deixou na vó e foi embora. Ficamos conversando por meio de mensagens e declarações. Não sabemos como tudo vai ficar, as perspectivas mudaram, fica a critério dos próximos capítulos. Só posso dizer diário que seu cheiro, seu gosto, seu olhar, seu toque ainda está em mim.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

De 30 de Maio a 03 de Junho de 2011: sintonias a parte, mais proximidade...




Oi diário!

Já dá para saber como a semana começou depois de ontem né, era para ter sido bem tranqüila, mas na realidade ficou bem pesada. A prima dele ainda ligou na manha de segunda para reclamar ainda mais e depois ainda disse que eu tinha feito um email no qual eu falava que ia passar por cima de todos da família dele para ficar com ele, algo do tipo. E depois ela ainda falou de dinheiro da parte dele e do avô dele. Ficou uma situação tão estranha que ele foi falar com ela. Mas essa conversa só aconteceu na quarta diário, na segunda ficamos nos falando por mensagem, fora que eu fui dar aula completamente desorientada devido a tudo que estava acontecendo e por não entender porque querem nos separar, ou porque é tão difícil aceitarem que ficamos bem juntos apesar de não entender certas coisas. Não sabia mais o que pensar. Cheguei à Unifor um pouco antes do horário, sentei em um daqueles bancos e comecei a chorar pedindo uma luz para aquela situação. A luz veio, mas não no formato certo e sim em um telefonema. Prometi que não falaria nada diário, logo, esse telefonema vai ficar no mistério por enquanto, mas que ele que segurou para eu sentir que algo estava direito, só precisava ser mais forte. Fui para aula meio mal, ainda discuti com um dos alunos, a Elis faltou porque bateram no carro dela, foi tudo muito estranho, mas no fim deu tudo certo. Fui para casa e por incrível que pareça a Oi não deixou eu falar com ninguém, assim como a TIM também, logo, dormi meio sem saber o que pensar.

Na terça fui fiscalizar prova na Unifor depois fui almoçar com o João no Iguatemi. Isso esta virando costume! Rsrsrs Mas que é bom é! Depois fomos assistir filme e, posso dizer que esse filme entrou na história dos acontecimentos ao ponto de me deixar inquieta. Nome do filme: “Agentes do destino”. Conta a história de um casal que algo no destino não os deixa ficarem juntos, o que os deixa confusos e eles precisam fugir dos agentes que tentam separá-los. O que deixou mais interessante a história, foi por ela parecer com coisas que a gente está vivendo, o fato de eles se perguntarem o porquê de tudo aquilo está acontecendo. Quando o filme terminou ficamos calado e nos olhamos por alguns segundos, para depois começar a rir da situação. Só sei que precisamos de um Harry. Foi o agente que ajudou. O fim da história, se eles ficaram juntos? Vai assistir! Rsrsrsrs Só sei que eles passaram a não apenas pensar em ter o livre arbítrio, mas a tê-lo de verdade. Depois do filme ele foi me deixar lá no Náutico porque comecei o curso de mergulho com a Raquel e o Gustavo. Ele esperou terminar e me deixou em casa, isto é, na vó. Foi um bom dia.

A quarta começou corrida porque fui fazer os exames para o concurso da prefeitura. Passei a manhã com a Bry, ela foi comigo e eu contei todos os acontecimentos a ela. Desabafar sempre é bom, principalmente com as pessoas que confiamos. Voltando aos fatos, combinamos de fazer o parapente, acho que ainda não tinha falado do assunto diário, mas nós compramos na internet um vôo de parapente e vamos juntos, logo, mais histórias vão rolar! Depois tive que correr lá para Unifor para ajeitar as coisas e a noite fui para o curso de mergulho. Ah diário comprei meu colete de surf. Não eram as cores que queria, ele é cinza com branco, mas é bem bonito. Quanto à aula de mergulho, de assustar. Pensei que fosse uma coisa mais light, mas é tudo muito sério e têm muita coisa para se aprender para se fazer as coisas debaixo d’água. Enquanto eu fazia a aula o João foi esclarecer as coisas com a prima dele. Ele disse que ficou tudo bem, apesar dela nem ninguém entender o que é o isso e o disso, nem mesmo a gente. Mas eu espero mesmo que as coisas se ajeitem. Fui dormir no Márcio e fui pra lá de carona com o Gustavo.

Na quinta dei as notas dos alunos, pense que cansei de tanto ler e corrigir tudo, mas ainda bem que deu tudo certo. No final ficaram doze alunos para a final. É triste ver o fim mas recompensador saber que deu tudo certo e que sou capaz de bem mais coisas do que imaginava. Na quinta fui almoçar com o João no Iguatemi, a Ju foi lá pegar o livro para estudar para a apresentação do doutorado. Dpois a gente ficou conversando e le foi me deixar lá no Márcio para eu trocar de roupa e ir para a aula de mergulho. Conversei no caminho com o telefonema que me deram, lembra diário, dessa vez a conversa demorou ainda mais, mas deixou algumas coisa mais claras, apesar de ainda ficar angustiada com algumas situações. Mas a aula foi boa, que bom que as coisas tranquilizaram mais e combinamos de passear no final de semana. Deixar as preocupações aqui e relaxar longe! Dá um certo medo devido a tudo que está acontecendo, mas se é bom ficar sempre juntos, náo vai ser agora que vou dá para trás. A aula de mergulho já foi melhor e o silêncio lá embaixo é demais! Só tenho medo de tirar a água da máscara, mas vou treinar para dá certo! Fui para o Márcio de novo de carona com o Gustavo! E ainda tem a boa noite ao telefone!

Na sexta fui correndo para a Unifor, quase que não levanto, estou cansada de muita coisa na vida, mas ainda dá para aguentar mais um pouco. Dei as últimas notas dos alunos, me despedindo de muitos deles e depois minha mãe foi me buscar porque tinha que pegar roupa aqui no Eusébio, disse que ia para campo no final de semana. Arrumei algumas coisas, voltei para Unifor para entregar minhas notas para digitarem e depois fui para o Márcio. O João me encontrou lá e conversamos um pouco, co eu perdi a hora já que sempre conversamos demais, até a Iara pertubou a gente hoje, mas depois ele me deu carona para pegar a topic para ir para o curso de mergulho e combinamos de conversar mais tarde e ajeitar tudo do passeio, hoje era o niver ao avô dele, ainda bem que as coisas se acrtaram para não ficar uma coisa estranha lá na hora. Ele vai mergulhar nesse final de semana e eu só Deus sabe. Comecei a aula de hoje meio tensa, com medo de não conseguir fazer tudo que tenho que fazer, mas no final foi a melhor aula, o silêncio é massa, dá para relaxar, imagine dentro do mar... Depois da aula fomos encontrar os meninos (Ju, Elvis Silvio) que tinham marcado uma reunião, mas que não foi quase ninguém. Aí como estávamos com fome, eu o Gu e a Quel paramos para comer pizza. Cheguei no Márcio quase meia-noite e ainda vimos um acidente na treze de maio comum carro capotado! Depois que cheguei ainda conversamos e combinamos de ir depois do mergulho. Aí é hora de dormir e esperar para amanhã podermos aproveitar o dia.


Domingo, 29 de Maio de 2011: e assim começa uma nova etapa!

Oi diário!

Posso dizer que estava tensa para chegar domingo. E fiquei ainda mais quando descobri que nem a Ju nem o Elvis iriam. Só eu, o João e os avós dele. Mas tudo bem é só respirar... Nada, é bem mais que isso. Mas vamos viver né.

Ele foi me buscar na vó umas 07:30hs da manhã. Fui conversando com a vó dele o caminho todo, mas em alguns momentos ouvimos histórias do avô dele. Ë muito massa ouvir como as coisas aconteciam antes, deu saudade de ouvi meu vô lá na serra.

Fiquei sabendo um pouco mais da família dele porque a vó dele falou de todos os filhos e do orgulho que ela tem de cada um deles, o que é muito bonito ver que todos se deram bem na vida, só a saudade da distância é que a deixa meio assim, mas quando todos se juntam é uma festa segundo ela. Os avós dele foram muito atenciosos desde que entrei no carro.

Quando chegamos ao sítio depois de um pouco mais de uma hora de viagem com belas paisagens vi meu pai ali. Um açude ao lado da casa. Muito bonito também. Ela foi me mostrar a casa e depois nos ajeitamos para fazer a trilha. É uma subida íngreme devido o sítio ser bem no sopé da serra. Estou mais acostumada ao alto da serra. Mas a paisagem é um quadro em câmera lenta. Que tranqüilidade. E as cachoeiras são de águas fortes e geladas. Um cantinho muito bom para se relaxar. Muito bom conhecer um dos refúgios do João, me fez sentir-se mais participante de algo do qual nunca participei. Ele mesmo disse que ele tinha vivido coisas na minha vida, mas que nunca tinha me colocado para viver na dele. Mas que estava sendo muito bom dividir isso comigo. E tomamos banho de cachoeira, muito massa e, passamos um bom tempo só olhando a paisagem e jogando conversa fora, coisa que a gente faz com louvor. Isso fez uma falta nas últimas semanas, mas foi muito bom!

Quando deu a hora do almoço voltamos, comemos bem e ficamos conversando lá perto da piscina ainda molhados da trilha. Ainda choveu e tomamos banho de chuva ali sentados, os dois sem coragem para levantar. Mas quando aumentou e vimos que já eram quase três da tarde tivemos que ir arrumar as coisas para ir embora. Mais um dia maravilhoso que a Lei de Murphy mostra que pode acabar. O importante é que se registra na memória.

Voltamos mais quietos, acho que devido o cansaço ou saber que íamos nos despedir em breve. Ele me deixou na vó e agradeci pelo passeio e pela companhia, a ele e a seus avós. Foi tudo muito bom, tranqüilo e especial. Combinamos de jantar mais tarde. E quando foi a noite fomos comer sanduíche. Mas, como sabemos que nem tudo que é bom dura para sempre. Esse passeio finalizou com um desentendimento dele com a prima dele. Pelo que ele disse ela pensa que estou fazendo alguma coisa, manipulando os fatos, eu fico meio triste com essa situação por saber que ela acha isso mas não me conhece, ou por sempre acontecer algo que nos separa ou tenta de alguma forma por nossa amizade ou algo que sentimos a prova. Só sei eu além dela, depois de algumas horas a menina ligou brigando, reclamando, falando mais coisas e deixando um clima estranho depois de tudo. Depois de termos só coisa boa! Eu disse para ele que seria uma semana difícil e que ele teria que saber se agüenta viver assim. Mas que eu disse que devido a isso não poderíamos ficar próximos, mas que também se eu me afastasse ia dar trela para pensarem ainda mais coisas de mim. Estaria eu fugindo de que? Pelo menos isso nos deixa mais próximos e mostra que realmente podemos superar tudo, e ainda temos muito que viver e que ainda vão acontecer mais coisas. No fim, tudo ficou bem e não consegui dizer que ficaria longe depois que ele disse que sentia tanto que isso ia acontecer que aproveitou o quanto pode da semana para ficar perto de mim. Eu o abracei e disse que não ia me distanciar até tudo isso está explicado.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Cinema com filme: Padre!


Oi diário!

Queria destacar aqui um filme muito bom que assisti com o João no cinema. É história em quadrinhos, mas os efeitos e o resto foi muito massa. Eu sei que é ficção pura um filme desse tipo, mas vale ressaltar que a questão crer em alguma coisa e ser fiel ao que se sente e se ama foi o que deixou o filme mais interessante.

Dias 23 a 28 de Maio de 2011: novas escolhas demonstram atitudes diferentes!

Boa madrugada diário!

Estou com uma mania terrível de escrever tudo no computador e esquecer-se de postar tudo em você. Isso não pode continuar acontecendo, então vamos tentar nos sincronizar...

Estou quase ficando em dia com você. Não sei como você agüenta minhas loucuras. Mas o melhor é que você me ajuda a ver o que passo por outro ângulo, alem de me ajudar a superar a sensação de sufoco. Você me dá novas perspectivas. Então vamos viver as novidades da semana.

Na segunda antes de sair de casa para fazer o exame do estômago e ainda acabada de dor no estômago, mandei mensagem para o João perguntando se durante o dia dele ele poderia ter um tempo para falar comigo. Ele respondeu que sim. Que a tarde estava livre, então podíamos marcar. Mas nem deu certo esperar à tarde. Minha mãe me deixou no medico, mas não deu certo fazer o exame e ele saiu da sala de aula por não ter cabeça para está lá. Fomos para o meu irmão. Estavam lá a Anne e a Anna Lis. Ele chegou e sentamos na cama da Iara. Conversamos sobre tudo, colocamos os assuntos em dia. Nos indignamos por não termos solução. Falamos da situação que estamos vivendo. Ficamos em silêncio... Foram quase sete horas de conversa sem conclusões, sem soluções, só uma vontade imensa de não ficarmos longe. Até que eu, tentando melhorar as coisas, tive uma idéia que sabia que não ia dar certo, mas tinha que vermos como ficaríamos depois de tudo: - Uma semana eu disse. Vamos viver uma semana e depois dela a gente vê como fica. Se a gente agüenta tudo que vai acontecer nela, não sei por que tenho a sensação de que tenho que me vestir para a guerra. Saímos do Márcio leve, como se algo inexplicável, como é nossa vida, “o isso e o disso” como conceituamos o que não entendemos. Vamos aguardar. Fui dá aula, depois cama para mais uma semana, antes, o sossego ao coração, conversar antes de dormir... Muito bom!

Na terça fui dá aula na Unifor depois passei a tarde fazendo as coisas com a Ju e trocando mensagens. Combinei com ele de ir tomar sorvete lá no Benfica com minhas sobrinhas. Mas no final da tarde veio uma mensagem dizendo que ele ia resolver um assunto. Até aí tudo bem, ele pensava uma coisa, mas eu sabia que era outra. Era o aniversário dela e a mãe dela tinha o chamando para uma festa surpresa. E ainda chegou conversas cruzadas como sempre para complicar. Só sei que quando recebi uma mensagem dizendo que ele não ia e que depois explicava cheguei ao um limite. Primeiro dia da semana e já precisava de explicações. Não queria, não queria mesmo, que ele vivesse a vida dele sem precisar me explicar nada. Mandei mensagem dizendo para ele ficar onde ele realmente queria ficar e que nem precisava falar mais comigo, que eu entendia tudo sem problemas. Começou o momento de mensagens mal interpretadas que se difundiram ao ponto dele ir lá no Benfica na frente de todos tentar resolver alguma coisa. Ninguém entendeu a situação, nem eu, nunca imaginei que ele iria lá, falar comigo na frente dos outros. Ele nunca tinha feito aquilo. Minhas sobrinhas se assuntaram ao vê-lo segurar meu braço e não me deixar ir. E eu me assustei ao ponto de pedir para ele se acalmar. Foi uma cena de novela, já dizia a Anna Iara. Fora a carinha de todos os outros presentes: Quel, Germano, Juliana, Gustavo, Ju, Anne... Fiquei com raiva da posição que estava, porque eu não podia reclamar nada, mas estava ali indignada por passar por aquilo e por vê-lo reagir daquele jeito. Não era coisa só de amigo, mas nem ele sabia o que era e isso me confundia, por isso que sempre quis ir para longe. E discordei quando ele disse: só vou embora se você me mandar embora, ou me esculhambe mas fale alguma coisa. Hã? Como assim? Não jogue as coisas para cima de mim. Não coloque meus sentimentos e check. Ele sabe que não consigo mandar ele embora. E nem sou igual às pessoas que ele conhece que falam e depois se arrependem. Pra lá. Não sou igual a ninguém e que se ligue disso, eu disse. No fim achei melhor ir embora e conversar lá no Márcio por ser mais sossegado e colocar os pingos nos iiiiiiii. Ele saiu do meu irmão quase uma da manhã. Conversamos muito e disse que as coisas não podiam ser assim, mas que íamos ver até onde iria essa semana. Choveu bastante. Na hora de ir embora sempre dá um aperto. Passou! Sem precisar brigar, sem se entender porque as coisas acontecem assim, assustando as pessoas, mas passou.

Na quarta almoçamos e fomos ao cinema, filme: “PADRE” é bem interessante e os efeitos especiais muitos massa. Conversamos mais um pouco, comemos antes de tudo, as Americanas sempre é parada obrigatória. Depois fui para Unifor e ele para casa, mas a gente nunca deixa de se comunicar. E sempre conversamos muito a noite. Passar o dia perto dele é muito bom, mas a teoria da relatividade e a lei de Murphy põem em prova o quanto fazer as coisas que lhe fazem bem podem passar rápido. É só a gente querer uma coisa que aquela coisa passa. Você sabe diário que essa situação não pode ficar assim e, que eu tenho que tomar providências de seguir em frente depois disso tudo. Mas por enquanto, vamos viver o que tiver que viver. Mas o lado bom é que estamos melhorando, conseguindo comer, conseguindo seguir. Só para registrar que foi nesse dia que fiz laringoscopia e que não é nada interessante ficar com a garganta dopada e sem sentir nem como engolir o cuspe (rsrsrsrs).

Na quinta fui dá aula na Unifor depois passei o dia com a Ju ajeitando as coisas do doutorado dela. Ela a Emília e a Camila vão tentar. E espero que todas passem porque todas se garantem. Almocei na Ju e depois ficamos ajeitando as coisas, até dar a hora de ir à UFC para ela falar com o Cacau, futuro orientador dela. O João teve que ir embora porque tinha uma reunião no GIA. À noite fui para o Márcio terminar o trabalho da Ju e ele foi para lá. Compramos sorvete e ficamos fazendo tudo até quase meia-noite. A Ju foi embora e ainda ficamos conversando sobre os acontecimentos do dia. Dessa vez ocorreu uma coisa que me confundiu, ele pegou na minha cintura e, eu tive que afastá-lo ara não cair em tentação. Diário ele sabe o que sinto e não sou de ferro, sou de carne e osso e sentimentos! Kkkkkkk Mas si superar por saber que não é isso que ele quer. Mas que não aconteça mais senão vamos criar outra situação. O lado bom de tudo foi que terminamos as coisas da Ju e combinamos de ir fazer uma trilha no final de semana. Depois disso, hora de dormir para acordar cedo para dar aula.

Na sexta fui dar aula na Unifor pela manhã e a tarde fui com a Mila para o Iguatemi passear, colocar os assuntos em dia, matar a saudade... Como a Mila é uma amiga especial e nós estamos muito distantes, não era para ser assim, era para sempre estarmos perto dos amigos. Conversamos muito, mas sempre chega a hora da despedida, mas combinamos de fazer isso mais vezes. Depois fui para o Márcio, estava tão cansada que adormeci e quando vi já era quase quatro horas e tinha que ir ajudar a Bry com o casamento. Ficamos arrumando o local lá eu, as Brys, a Tieta e o tio Fe. Depois o João ligou e eu perguntei se ele queria se divertir comendo no casamento dos outros, mas trabalhando também né. Aí a Bry deixou que ele fosse e, as 20h lá estava ele todo arrumado só esperando os mandados da Bry. Estava lindo, ele esta bem magro, também eu nem posso falar, pois já cheguei aos 53kg, quase dez quilos desde que toda essa história começou. Mas eu não sei, pode ser pelo que sinto, mas gosto dele do jeito que ele é. E a gente se divertiu a beça. Comemos tanta porcaria que quase passamos mal (kkkkkkkk) e quando acabou fiquei na vó e ainda ficamos conversando. E ainda fomos tomar sorvete quase meia-noite do dia. E ainda ganhamos uns trocados. Muito bom o dia! Não tenho nem como explicar! Obrigado senhor por suas escrituras de linhas tortas, por me dar problemas para solucionar, por viver sem pensar nas incertezas.

No sábado amanheci na vó, depois fui para a Bry e depois para casa. Niver da Lelé! Já são 14 anos, pense que passa rápido. Ano que vem tem festa na família! Rsrsrs Ajeitei minhas coisas da Unifor, pense no tanto de trabalho e prova que tenho que corrigir! Coisa de louco essa vida de professora! Mas a gente se diverte também. E quando acabar vou sentir muita falta. Mas temos que passar por fases para aprender com elas. Ainda assisti um pouco de TV, coisa que não fazia há tempos. A gente esquece da vida quando se vive ela ou quando não temos tempo para pensar no resto. Enfim, fui me arrumar para o niver que foi sensacional. Nunca vi tanto pivete junto. Lembrei do meu tempo de adolescente no qual era a esquisita e ninguém me via. Lembrei do quanto não tínhamos preocupação ou no quanto era importante não saber de nada. Isso aqui nem eu entendi diário. Kkkkkkkkkk Depois fui com a Bry até a vó, porque ia ter um domingo de aventuras.

Semana de 16 a 22 de maio de 2011: o quão é difícil ficar à distância...

Oi diário!

Continuando a vida que nunca pára... kkkkkkkkk

Esse dia ai foi bem corrido e bem doloroso. Domingo dia de campo, dia de lembrar-se de tudo que a gente já fez em campo. Pelo menos deu para ver coisas diferentes para tentar superar. Foi eu a Mari Navarro, a Bry e o Tio Fe. Chuva era só o que tinha, mas foi bom, deu para ver as coisas novas que estavam acontecendo em campo. Deu para tomar um gole e umas lapadas das ondas. Pensar um pouco no que tenho e no que ainda posso ter... Depois do campo que terminou pela manhã, almoço, casa, choro, choro, choro. Seria trágico se não fosse cômico. Você sofrer por algo que você não entende que você causou... Vai entender!

Na segunda as coisas passaram a ser mais corridas com o campo meu e da Glaci juntos. Deu para trabalhar um pouco sem pensar demais, até ver locais que não se esquece, ou lembrar-se de coisas que marcam. Diário bem que poderíamos apagar um pouco nossa memória. Ajudaria muito. Mas ai vem o poeta e diz que o que não se esquece é sinal de que ainda não se acabou. Minha nossa! Ainda não? Haja coração!Rsrs Quando acabamos o campo viemos almoçar aqui em casa, para depois eu correr para Unifor, para depois eu correr para dar mais aula com a professora nova, a Elis, o que deixou as coisas mais estranhas. Que saudade... Ei diário não deixa eu fazer isso! Perigo! Vontade de chorar, pronto, chorei...

Na terça veio na memória o tempo. Uma semana sem se falar. Ai você olha para trás, para a semana que passou e pensa: - Que tédio. Onde foi parar minha alegria e as cores das ruas? Não é diminuindo as coisas que passaram, mas é porque falta um pedaço de mim em tudo. Fui dá aula na Unifor, depois fui com a Ju ajeitar mais coisas do casamento, depois fomos comer, conversar, tentar entender... Depois de tudo me encontrei com ele no GIA, o local não tem culpa de nada, mas é um local que não me sinto bem, não me trás boas energias. E foi de lá que sai em pânico quando o vi e não falei, só passei direto. Me deu um aperto. A Ju se desculpou, mas tinha que ser, superar é viver! Fiquei na casa da Ju até tarde! Dormi na vó, se é que chamo isso de dormir. Uma vontade imensa de ligar, escrever, falar. Tantos planos para amanhã. É o aniversário dele! Ia fazer uma bagunça. Dessas que só faço para a família. Mas as coisas têm que ser assim...

Na madrugada da quarta já começou a tortura. Ô cabeça a minha para ser do contra. Fui fazer minhas coisas, tentar pensar em outras coisas. Passei a tarde me escondendo na Unifor. Virou refúgio! Mas é bom! Dá para esquecer mais. Depois teve mais aula e eu fui para casa. Para não cair em tentação, tomei banho, jantei e deitei. Ilusão conseguir dormir... Ai, aconteceu uma coisa que nunca acontece, tento entrar na net e funciona, coisa que nunca acontece aqui no Eusébio, não com o 3G ou 2G, o moldemzin. Daí tento entrar no Orkut e entra! Então a primeira coisa que vejo é uma frase: “Não foi dessa vez que ganhei o presente que queria, mas quem sabe um dia.” Essa frase e o que a Ju me disse poucas horas antes quando ela me ligou perguntando se eu ia mandar mensagem e respondi que não foram à gota d’água. Escrevi o que estava sentindo e mandei pelo celular e pelo Orkut. Faltando poucos minutos para o dia acabar, fiz o que não devia fazer o que me proibi o dia todo. Mas tinha que fazer, ele é especial para mim, apesar de tudo, ele é. Ele respondeu, tentou ligar, mas não consegui atender. Fiquei com medo de atender, de ouvir a voz, de sentir que podia ficar bem. Ficamos conversando por mensagem até quase três da manhã. E depois de uma semana consegui dormir e comer. Como ele pode dizer que sou especial, que salvei o seu dia, que sou importante. Não era para ser assim diário. Era para ser uma amiga. Eu sei o que sinto e que nunca tive medo de dizer, mas por ele ser confuso nos seus sentimentos, não sei como pensar, ou o que pensar.

Na quinta fui com a Ju ajeitar o pneu que no outro dia havia estourado e rasgado, além de ajudar a ela a entregar os convites do chá. Fomos desamassar o aro também. Falei para ela o que tinha feito e ela disse que tinha certeza que eu ia mandar. Diário nessas horas eu lembro o quanto eu tinha habilidades de conseguir fazer as coisas, hoje, ou melhor, quando as coisas colocam em check meus sentimentos, eu me perco, ou será que me acho? Só sei que recebi uma mensagem dele pedindo para a gente conversar. Eu fui. Ele foi me buscar onde estavam ajeitando o pneu da Ju fomos para perto da casa da Neide. Sentamos, foi estranho, eu me tremia. Reação de se saber o que se tem para se falar. E lá estávamos nós como os melhores amigos, melhores conversas, querendo saber de tudo que perdemos na semana que ficamos longe. Querendo melhorar de tudo que estava ruim. Querendo entender à falta que um faz para o outro e voltando a se questionar porque que ficamos bem com a proximidade. Conversamos por quase quatro horas e vimos que as coisas tinham que ficar daquele jeito, apesar dele não aceitar, de eu não aceitar, de ser a pior coisa. Mas o que fazer quando não se tem solução para um problema impossível de solucionar? Subi na Topic escutando a última frase que ele disse: você vai ver que vamos solucionar... E veio uma sensação de bem estar com uma sensação de perda por saber que tudo ainda está como está.

Passei um final de semana de todos me acharem um saco. Estava cansada de falar, estava cansada de pensar, estava cansada da minha gastrite, de não sentir fome, de tentar dormir sem precisar sonhar, de ir para emergência tentar solucionar um problema que não tem solução em remédios, mas com atitudes. Me ver com remédio na veia me fez ver que não dava, tinha que ter outro jeito. Tive raiva de mim mesma! Raiva! Puxa vida! Vive garota! Se mexe! Dá a volta por cima! Como? Decepção de mim mesma! Fui dormir com a maior dor, a que não tem remédio, a que só se supera entrando em outra. Não quero, não posso. Não aceito que se supera amor com outro amor, para mim se supera amor com tempo e depois desse tempo quem sabe... Foi nesse final de semana também que a Ju passou por maus momentos na família dela, não foi um bom final de semana, espero que a semana seja melhor!

Semana de 09 a 15 de maio de 2011: semana de escolhas certas ou erradas?

Oi diário!

To super-hiper-mega atrasada com vc!

Deixei de escrever e passei a pensar e viver mais (ou menos), mas isso não é aceitável né...

Dizer que me lembro de tudo que aconteceu nas últimas semanas minimamente é mentir para vc e para mim, mas dizer o que foi mais intenso, dramático, necessário, pensado, criado, escrito, dito, chorado, enfraquecido, sei lá mais o que, isso eu posso.

Essa foi uma semana na qual tive que tomar atitudes e dizer coisas que não queria, mas que era preciso para acabar com certas angústias. Na segunda quase não durmo devido o que eu ia fazer na terá dia 10/05: ponto final em algo que nunca quis que terminasse, mas ficar desse jeito não dava mais.

Na terça passei um tempo com a Ju, ela que me ajudou a pensar a entender que não podia continuar assim, a Ju tem sido uma amiga e tanto nesse momento tão confuso que é o bloqueio do que não se quer. Marquei de falar com o João na praça. Precisava de um lugar que não iria me sufocar e que, não tendo coragem de falar poderia ir embora o mais rápido possível. Era um dia chuvoso, com aspecto triste, parecia que a natureza sabia que algo iria mudar. Me encontrei com ele, sentamos e eu disse que ele teria que deixar eu falar e ir embora, sem questionamentos, perguntas, respostas, nada... O semblante dele, daquele belo rosto que sempre quis beijar ficou confuso, sério, com um ar de não entender o que está acontecendo. Falei por uns 30 minutos, sem brigas, sem palavras pesadas, da forma que sei sempre me explicar tentando não ferir ninguém, ou talvez só a mim, mas tendo certeza que era algo que não agüentava mais, tinha atingido minha personalidade, minha amizade, minha honestidade e sinceridade. Uma conversa pode mudar tudo... Depois do que foi dito naquela tarde fui embora. Não foi nem um pouco fácil vê-lo tentar falar e eu dizer que não tinha mais nada a dizer. Claro que tinha, o amava, mas tinha que deixá-lo ir. Pedi para ele se afastar de mim por não entender o que sentíamos, porque morríamos com a distância. Não é morrer de carne, mas morrer em vida, tudo se torna cinza. Então me virei, segurei o choro e corri o mais rápido que pude, sem perceber que ele ainda estava atrás de mim. Um susto, uma vontade de dizer: - É, não consigo mesmo, volto atrás. Não, não tem jeito. A gente tenta, eu vou tentar... Pedi para ele ir embora porque não tinha mais nada para falar com ele e fui para casa do meu irmão. DESABEI! Chorei sem parar... Fiquei meio que dopada. E agora? Seguir em frente? Não dá! Que loucura é fazer o que não se tem certeza, mas que se sabe que é necessário. No fim do dia estava eu numa lanchonete tentando comer com a Ju depois que fomos pegar o desenho do vestido dela lá na Débora, ai descobri que comida não faria mais parte do cardápio do mês.

A quarta foi só para chorar, tentar respirar o que ainda tinha no pulmão, tentar dormir... Nem aula consegui dá. Nem fui para Unifor. Esperava um retorno, sei lá, em novelas e filmes as coisas passam, as pessoas correm, só eu fico só. Fiquei quieta na minha esse dia perdido...

Na quinta não agüentei e pedi notícias para a Ju. Como ele está? Se ele falou algo? Qualquer coisa... Ela disse que ele ligou para ela, mas não atendeu. Pelo menos saber da pessoa já dá um alívio. Mas queria mesmo era só está perto. Mas de que vale a aproximidade se não pudemos sentir o que realmente sentimos. Um dia de quinta perto da Ju, não sei como ela agüenta ficar perto de mim eu sem dá sinais de vida, sem diversão, só alguns lapsos. Mas vou superar, eu sei que vou. Ou não!

Na sexta tive que respirar mais. Não é nada bom dar aula nesse estado, mas é o que nos preenche. Agradeço por ter pessoas que perturbam e tentam nos fazer rir. O Agnaldo é uma delas, pessoinha que não tem jeito e só faz a gente rir das conversas sem rumo. Mas que ajuda nos momentos de aperto. Nesse dia aí o que senti mais foi a falta de falar, de ler, de rir, de ser.

No sábado, e que sábado, criar coragem para ir para o casamento do Marcelo. Antes, aula de campo com os meninos da Unifor. Que bom que a Glaci pode ir. Foi bem rápido, mas deu para eles aproveitarem e a gente também conversar um pouco. Ironia do destino sofrer e ter que viver a alegria dos outros. Quem tem culpa. Mas ai veio a Ju ligar e dizer que cansou de receber mensagens minhas e dele perguntando se estou ou se ele está bem. Ela disse que não adianta ficar assim. Mas tem que ficar, apesar de ser a pior situação. Tem que ser assim esperar o que o tempo nos reserva...