Oi diário!
To super-hiper-mega atrasada com vc!
Deixei de escrever e passei a pensar e viver mais (ou menos), mas isso não é aceitável né...
Dizer que me lembro de tudo que aconteceu nas últimas semanas minimamente é mentir para vc e para mim, mas dizer o que foi mais intenso, dramático, necessário, pensado, criado, escrito, dito, chorado, enfraquecido, sei lá mais o que, isso eu posso.
Essa foi uma semana na qual tive que tomar atitudes e dizer coisas que não queria, mas que era preciso para acabar com certas angústias. Na segunda quase não durmo devido o que eu ia fazer na terá dia 10/05: ponto final em algo que nunca quis que terminasse, mas ficar desse jeito não dava mais.
Na terça passei um tempo com a Ju, ela que me ajudou a pensar a entender que não podia continuar assim, a Ju tem sido uma amiga e tanto nesse momento tão confuso que é o bloqueio do que não se quer. Marquei de falar com o João na praça. Precisava de um lugar que não iria me sufocar e que, não tendo coragem de falar poderia ir embora o mais rápido possível. Era um dia chuvoso, com aspecto triste, parecia que a natureza sabia que algo iria mudar. Me encontrei com ele, sentamos e eu disse que ele teria que deixar eu falar e ir embora, sem questionamentos, perguntas, respostas, nada... O semblante dele, daquele belo rosto que sempre quis beijar ficou confuso, sério, com um ar de não entender o que está acontecendo. Falei por uns 30 minutos, sem brigas, sem palavras pesadas, da forma que sei sempre me explicar tentando não ferir ninguém, ou talvez só a mim, mas tendo certeza que era algo que não agüentava mais, tinha atingido minha personalidade, minha amizade, minha honestidade e sinceridade. Uma conversa pode mudar tudo... Depois do que foi dito naquela tarde fui embora. Não foi nem um pouco fácil vê-lo tentar falar e eu dizer que não tinha mais nada a dizer. Claro que tinha, o amava, mas tinha que deixá-lo ir. Pedi para ele se afastar de mim por não entender o que sentíamos, porque morríamos com a distância. Não é morrer de carne, mas morrer em vida, tudo se torna cinza. Então me virei, segurei o choro e corri o mais rápido que pude, sem perceber que ele ainda estava atrás de mim. Um susto, uma vontade de dizer: - É, não consigo mesmo, volto atrás. Não, não tem jeito. A gente tenta, eu vou tentar... Pedi para ele ir embora porque não tinha mais nada para falar com ele e fui para casa do meu irmão. DESABEI! Chorei sem parar... Fiquei meio que dopada. E agora? Seguir em frente? Não dá! Que loucura é fazer o que não se tem certeza, mas que se sabe que é necessário. No fim do dia estava eu numa lanchonete tentando comer com a Ju depois que fomos pegar o desenho do vestido dela lá na Débora, ai descobri que comida não faria mais parte do cardápio do mês.
A quarta foi só para chorar, tentar respirar o que ainda tinha no pulmão, tentar dormir... Nem aula consegui dá. Nem fui para Unifor. Esperava um retorno, sei lá, em novelas e filmes as coisas passam, as pessoas correm, só eu fico só. Fiquei quieta na minha esse dia perdido...
Na quinta não agüentei e pedi notícias para a Ju. Como ele está? Se ele falou algo? Qualquer coisa... Ela disse que ele ligou para ela, mas não atendeu. Pelo menos saber da pessoa já dá um alívio. Mas queria mesmo era só está perto. Mas de que vale a aproximidade se não pudemos sentir o que realmente sentimos. Um dia de quinta perto da Ju, não sei como ela agüenta ficar perto de mim eu sem dá sinais de vida, sem diversão, só alguns lapsos. Mas vou superar, eu sei que vou. Ou não!
Na sexta tive que respirar mais. Não é nada bom dar aula nesse estado, mas é o que nos preenche. Agradeço por ter pessoas que perturbam e tentam nos fazer rir. O Agnaldo é uma delas, pessoinha que não tem jeito e só faz a gente rir das conversas sem rumo. Mas que ajuda nos momentos de aperto. Nesse dia aí o que senti mais foi a falta de falar, de ler, de rir, de ser.
No sábado, e que sábado, criar coragem para ir para o casamento do Marcelo. Antes, aula de campo com os meninos da Unifor. Que bom que a Glaci pode ir. Foi bem rápido, mas deu para eles aproveitarem e a gente também conversar um pouco. Ironia do destino sofrer e ter que viver a alegria dos outros. Quem tem culpa. Mas ai veio a Ju ligar e dizer que cansou de receber mensagens minhas e dele perguntando se estou ou se ele está bem. Ela disse que não adianta ficar assim. Mas tem que ficar, apesar de ser a pior situação. Tem que ser assim esperar o que o tempo nos reserva...
Coisa de novela... Ainda vou escrever! kkk
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